14/01/2012

ALHEAMENTO














Meu corpo estiraçado, lânguido, ao logo do leito.

O cigarro vago azulando os meus dedos.
O rádio... a música...

A tua presença que esvoaça
em torno do cigarro, do ar, da música...

Ausência! minha doce fuga!

Estranha coisa esta, a poesia,
que vai entornando mágoa nas horas
como um orvalho de lágrimas, escorrendo dos vidros
duma janela,

numa tarde vaga, vaga...


Fernando Namora

2 Dicas:

mfc disse...

Estranha coisa esta a poesia, que nos vai encantando sempre!

BRANCAMAR disse...

Sempre bom vir a este espaço e encontrar a beleza de um céu azul, a liberdade de uma gaivota e esta estranha e bela arte que é a poesia pelos versos de um escritor que muito apreciei e aprecio e que está tão esquecido.

Muito belo este poema!

Beijos