ALHEAMENTO
Meu corpo estiraçado, lânguido, ao logo do leito.
O cigarro vago azulando os meus dedos.
O rádio... a música...
A tua presença que esvoaça
em torno do cigarro, do ar, da música...
Ausência! minha doce fuga!
Estranha coisa esta, a poesia,
que vai entornando mágoa nas horas
como um orvalho de lágrimas, escorrendo dos vidros
duma janela,
numa tarde vaga, vaga...
Fernando Namora
2 Dicas:
Estranha coisa esta a poesia, que nos vai encantando sempre!
Sempre bom vir a este espaço e encontrar a beleza de um céu azul, a liberdade de uma gaivota e esta estranha e bela arte que é a poesia pelos versos de um escritor que muito apreciei e aprecio e que está tão esquecido.
Muito belo este poema!
Beijos
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